Sexta-feira, Junho 26, 2009
...
Domingo, Junho 07, 2009
Breve dissertação sobre a coisa mais estimulante da vida, o vulgo mestrado.
Há momentos da nossa vida que definem o resto da mesma.
Quando, há uns meses atrás, decidi inscrever-me num mestrado, pensei: isto, meu rico rapaz, é para um dia seres alguém a ganhares muito carcanhol.
Era uma linha de pensamento bem intencionada, é um facto, mas não estava isenta de erros.
Porquê?
Bem, porque eu nunca imaginei que o mestrado me fosse estimular tanto.
É verdade, eu jamais, em toda a minha vidinha me senti tão estimulado como agora.
Agora, quando me começo a sentir um nadinha enfastiado de ver televisão, penso logo: e se agora fosse escrever um capítulo da minha rica tese, hã, e se fosse agorinha mesmo escrevinhar que nem um doido?
E o fastio passa-me logo, na hora, e sinto-me com energia para passar mais um tempinho, vá, mais 5 ou 6 horitas defronte da caixa que mudou o mundo, isto no século passado.
Da mesma maneira, quando passeio com a minha namorada em lojas de roupa feminina e dou por mim a pensar se sentiria o corte no pulso esquerdo com um bisturi, lembro-me de ficar com formigueiro nos pés, isto ao fim de apenas 2 horitas, e murmurar, muitas vezes:
- Luís, Luís, Luís, é verdade que estás perdido no meio da mulherada histérica a atirarem-se umas por cima das outras e a gritar: IIIIIIHHHHHH, Ó PRAQUELE VESTIDO CINTADO, AHHHHHHHHHHHHHHH, E AQUELE CINTO ROSA CHOQUE EM PELE DE VISON, OHHHHHHHHHH E AQUELA BOINA VERDE LINDÉRRIMA?????????
- Mas podias muito bem estar em frente do portátil a fazer gráficos tensão/módulo de deformabilidade, ou mesmo a pesar centenas e centenas de cápsulas e a colocá-las na estufa.
E é nesse preciso instante que eu reparo no quão maravilhosas são todas as lojas de roupa interior feminina, e como até estão mais ou menos bem decoradas. E apetece-me ficar lá dentro até que o gorila do segurança consiga arrastar-me para fora da loja, primeiro, e do centro comercial, depois, só porque, alega o estúpido, a loja e o centro comerial têm que fechar à meia noite.
Assim, tenho que concluir que tirar um mestrado me faz muito, muito bem. Consegue estimular-me a fazer tudo o que antes não despertava o menor interesse em mim.
Aconselho vivamente.
Quando, há uns meses atrás, decidi inscrever-me num mestrado, pensei: isto, meu rico rapaz, é para um dia seres alguém a ganhares muito carcanhol.
Era uma linha de pensamento bem intencionada, é um facto, mas não estava isenta de erros.
Porquê?
Bem, porque eu nunca imaginei que o mestrado me fosse estimular tanto.
É verdade, eu jamais, em toda a minha vidinha me senti tão estimulado como agora.
Agora, quando me começo a sentir um nadinha enfastiado de ver televisão, penso logo: e se agora fosse escrever um capítulo da minha rica tese, hã, e se fosse agorinha mesmo escrevinhar que nem um doido?
E o fastio passa-me logo, na hora, e sinto-me com energia para passar mais um tempinho, vá, mais 5 ou 6 horitas defronte da caixa que mudou o mundo, isto no século passado.
Da mesma maneira, quando passeio com a minha namorada em lojas de roupa feminina e dou por mim a pensar se sentiria o corte no pulso esquerdo com um bisturi, lembro-me de ficar com formigueiro nos pés, isto ao fim de apenas 2 horitas, e murmurar, muitas vezes:
- Luís, Luís, Luís, é verdade que estás perdido no meio da mulherada histérica a atirarem-se umas por cima das outras e a gritar: IIIIIIHHHHHH, Ó PRAQUELE VESTIDO CINTADO, AHHHHHHHHHHHHHHH, E AQUELE CINTO ROSA CHOQUE EM PELE DE VISON, OHHHHHHHHHH E AQUELA BOINA VERDE LINDÉRRIMA?????????
- Mas podias muito bem estar em frente do portátil a fazer gráficos tensão/módulo de deformabilidade, ou mesmo a pesar centenas e centenas de cápsulas e a colocá-las na estufa.
E é nesse preciso instante que eu reparo no quão maravilhosas são todas as lojas de roupa interior feminina, e como até estão mais ou menos bem decoradas. E apetece-me ficar lá dentro até que o gorila do segurança consiga arrastar-me para fora da loja, primeiro, e do centro comercial, depois, só porque, alega o estúpido, a loja e o centro comerial têm que fechar à meia noite.
Assim, tenho que concluir que tirar um mestrado me faz muito, muito bem. Consegue estimular-me a fazer tudo o que antes não despertava o menor interesse em mim.
Aconselho vivamente.
Sábado, Maio 23, 2009
...
Hoje, dia 22 de Maio, estás de PARABÉNS. Um grande abraço, caro amigo Luís.
Domingo, Abril 26, 2009
Breve dissertação sobre mecânicos, aliens, taxistas, e sobre semi-deuses.
Imaginem que estou aqui descansado, em frente ao teclado do meu rico computador.
Estou sossegadito, metido na minha vida, sem querer mal a ninguém.
Nisto, um incauto leitor diz, inadvertidamente: "ah e tal, e o que é que tu achas dos mecânicos?"
Pronto. Eu nem queria dizer nada sobre isso, mas perante esta pergunta macaca, tenho que me pronunciar.
Os mecânicos são todos uns mânfios. Levei lá o meu bólide há 2 meses, quando notei que, quando girava a chave, não pegava.
Estranhei.
Até porque os outros carros continuavam a andar de um lado para o outro, com o motor a roncar, o que excluiu logo a teoria que congeminei instantaneamente do problema do meu bólide se dever a um impulso electromagnético emitido por aliens que quisessem conquistar a Terra e levar a Bárbara Guimarães que tivesse arruinado a bobine de chamada.
Outra hipótese que me ocorreu na altura foi a de que o sôr Martins, da gasolineira, se tivesse esquecido de me ligar a dizer que tinha que lá ir reabastecer. O pacóvio.
Mas também não era isso, o depósito estava quase cheio, vá, meio, ou melhor, entre o meio e o quarto.
Mau... Se não foram os aliens, e se tem gasolina, será que é qualquer coisa do motor, lembro-me de ter pensado.
Insisti. Voltou a não pegar.
Voltei a insistir e ele voltou a não pegar.
Saí e tentei o tradicional pontapé na jante. Nada.
Abri o capôt e tentei o tradicional golpe do fechar estrondosamente o capôt, enquanto dizia uma oua outra asneira. Infrutífero, também.
Vai daí que liguei, mais uma vez, para o reboque.
Mas desta feita levei o carro para outra oficina.
Chego lá com o carro ao início da tarde. Espero uns minutos, e nisto chega um opel calibra com uns tipos distintos no interior.
Eram os espectaculares mecânicos.
Fiquei abismado com a minha pequenez perante seres tão iluminados.
Coloquei os óculos escuros. Resolveu a situação. Era o raça do reflexo do Sol nas chapas do edifício que me aturdia o cérebro e que me levou momentaneamente a pensar que eram semi-deuses.
Os espectaculares mecânicos eram 3. De batinha azul, a fumar um cigarro, olharam de relance para mim. Levitaram até ao interior da oficina.
Entrei e esperei uns minutos enquanto eles tratavam de assuntos urgentes.
Após o café, grunhiram qualquer coisa na minha direcção, ao ponto de eu ficar com a sensação que tinha que me ajoelhar para apanhar do chão aquelas palavras que eles atiraram para mim.
Expliquei o que se passava com o carro e eles, magnânimos, dizem:
- Ah e tal, a Rússia vai converter-se ao cristianismo, tenho a certeza, e pode ser que consigamos arranjar o seu carro, não sei se ainda amanhã.
- Tem a certeza disso da Rússia?
- Tenho. A certezinha absolutinha Urbi et orbi.
- Urbi et orbi? Ena.
- Mas do meu carro, nickles de certezinhas. Certo?
- Ah isso do carro, meu amigo, Ó TÓ, TÓ, Ó TÓ, TÓ, tens que pôr açucar na máquina do café que isto está uma zurrapa. Isso do carro não lhe sei dizer. Pode ser amanhã, pode ser depois, não sei, não sei, é que não sei, não sei se sei se sei se sei. TÓ, Ó TÓ, olhó café TÓÓÓÓ.
- Hmmmm... Ok, então ligue-me quando estiver pronto.
E fui embora.
No dia seguinte. Recebo uma chamada, a meio da tarde.
- Olhe, é o Sôr dono do Opel Corsa?
- Sou.
- Olhe, o meu colega esteve a tarde toda de volta do seu carro e ele tinha um problema aqui no sensor de ponto. Mas tá resolvido. Pode vir buscar o carro Sine qua non.
E lá fui eu.
Nisto passam-se 2 meses.
E nisto volto a dar à chave do meu bólide. E nisto ele volta a não pegar.
E é devido a esta pergunta do incauto leitor que eu vos digo que os mecânicos, tal e qual os taxistas, são uns mânfios.
Estou sossegadito, metido na minha vida, sem querer mal a ninguém.
Nisto, um incauto leitor diz, inadvertidamente: "ah e tal, e o que é que tu achas dos mecânicos?"
Pronto. Eu nem queria dizer nada sobre isso, mas perante esta pergunta macaca, tenho que me pronunciar.
Os mecânicos são todos uns mânfios. Levei lá o meu bólide há 2 meses, quando notei que, quando girava a chave, não pegava.
Estranhei.
Até porque os outros carros continuavam a andar de um lado para o outro, com o motor a roncar, o que excluiu logo a teoria que congeminei instantaneamente do problema do meu bólide se dever a um impulso electromagnético emitido por aliens que quisessem conquistar a Terra e levar a Bárbara Guimarães que tivesse arruinado a bobine de chamada.
Outra hipótese que me ocorreu na altura foi a de que o sôr Martins, da gasolineira, se tivesse esquecido de me ligar a dizer que tinha que lá ir reabastecer. O pacóvio.
Mas também não era isso, o depósito estava quase cheio, vá, meio, ou melhor, entre o meio e o quarto.
Mau... Se não foram os aliens, e se tem gasolina, será que é qualquer coisa do motor, lembro-me de ter pensado.
Insisti. Voltou a não pegar.
Voltei a insistir e ele voltou a não pegar.
Saí e tentei o tradicional pontapé na jante. Nada.
Abri o capôt e tentei o tradicional golpe do fechar estrondosamente o capôt, enquanto dizia uma oua outra asneira. Infrutífero, também.
Vai daí que liguei, mais uma vez, para o reboque.
Mas desta feita levei o carro para outra oficina.
Chego lá com o carro ao início da tarde. Espero uns minutos, e nisto chega um opel calibra com uns tipos distintos no interior.
Eram os espectaculares mecânicos.
Fiquei abismado com a minha pequenez perante seres tão iluminados.
Coloquei os óculos escuros. Resolveu a situação. Era o raça do reflexo do Sol nas chapas do edifício que me aturdia o cérebro e que me levou momentaneamente a pensar que eram semi-deuses.
Os espectaculares mecânicos eram 3. De batinha azul, a fumar um cigarro, olharam de relance para mim. Levitaram até ao interior da oficina.
Entrei e esperei uns minutos enquanto eles tratavam de assuntos urgentes.
Após o café, grunhiram qualquer coisa na minha direcção, ao ponto de eu ficar com a sensação que tinha que me ajoelhar para apanhar do chão aquelas palavras que eles atiraram para mim.
Expliquei o que se passava com o carro e eles, magnânimos, dizem:
- Ah e tal, a Rússia vai converter-se ao cristianismo, tenho a certeza, e pode ser que consigamos arranjar o seu carro, não sei se ainda amanhã.
- Tem a certeza disso da Rússia?
- Tenho. A certezinha absolutinha Urbi et orbi.
- Urbi et orbi? Ena.
- Mas do meu carro, nickles de certezinhas. Certo?
- Ah isso do carro, meu amigo, Ó TÓ, TÓ, Ó TÓ, TÓ, tens que pôr açucar na máquina do café que isto está uma zurrapa. Isso do carro não lhe sei dizer. Pode ser amanhã, pode ser depois, não sei, não sei, é que não sei, não sei se sei se sei se sei. TÓ, Ó TÓ, olhó café TÓÓÓÓ.
- Hmmmm... Ok, então ligue-me quando estiver pronto.
E fui embora.
No dia seguinte. Recebo uma chamada, a meio da tarde.
- Olhe, é o Sôr dono do Opel Corsa?
- Sou.
- Olhe, o meu colega esteve a tarde toda de volta do seu carro e ele tinha um problema aqui no sensor de ponto. Mas tá resolvido. Pode vir buscar o carro Sine qua non.
E lá fui eu.
Nisto passam-se 2 meses.
E nisto volto a dar à chave do meu bólide. E nisto ele volta a não pegar.
E é devido a esta pergunta do incauto leitor que eu vos digo que os mecânicos, tal e qual os taxistas, são uns mânfios.
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Só mais um exemplo...
...da "sem-vergonhice" que graça neste País!!
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1202284
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1202284
Quarta-feira, Abril 15, 2009
GANDAS XUTOS
Segunda-feira, Abril 13, 2009
...
Deve-se ter uma casa para viver e não viver para a casa.
Concordo completamente.
Concordo completamente.

