Sábado, Novembro 21, 2009
E assim vai o País...
Sábado, Agosto 01, 2009
O que é que...
...dizem os jogadores do Sporting sempre que o árbitro marca 1 penalty a favor?
"Shôr árbitro, olhe que a falta foi fora da área. A sério, veja lá isso. Marque livre. A sério... Penalty não!"
Eheheh
"Shôr árbitro, olhe que a falta foi fora da área. A sério, veja lá isso. Marque livre. A sério... Penalty não!"
Eheheh
Sexta-feira, Julho 24, 2009
José Sócrates, o amigo da mentira...
Declaração do Presidente da ANF
24/07/09
"Em 26 de Maio de 2006, na qualidade de Presidente da ANF, assinei com o Senhor
Primeiro‐Ministro um Acordo sobre a evolução legislativa no sector de farmácias.
O Acordo tinha aspectos desfavoráveis para as farmácias, mas tinha também aspectos
favoráveis.
Foi o Acordo possível naquelas circunstâncias e assinei‐o na convicção de que seria cumprido
pelo Governo.
O Senhor Primeiro‐Ministro, que negociou directamente comigo aquele Acordo, prometeu
que seria integralmente cumprido durante a legislatura.
Acreditei na sua palavra.
Decorridos três anos sobre a assinatura do Acordo tenho de reconhecer que me enganei.
O Primeiro‐Ministro não respeitou a palavra dada, nem o Acordo que negociou com o sector.
Sinto‐me usado e traído na minha boa fé e a isso não estou habituado.
Com a agravante de ter sido traído pelo Primeiro‐Ministro do meu País, sobre matérias
estruturantes, essenciais para o futuro do sector de farmácias.
Em vez de cumprir o Acordo, integralmente e de boa fé, o Governo serviu‐se dele para uma
agressão sistemática ao sector, traduzida na aplicação de todas as medidas desfavoráveis
para as farmácias que ele continha, de forma agressiva, desequilibrada, sem diálogo
connosco, sem ponderação e sem estudos prévios de qualquer natureza.
O Governo, em relação às farmácias, fez ao longo da legislatura uma demonstração gratuita
de poder, sem qualquer benefício para o País.
Os beneficiários foram apenas outros interesses, que o Governo preferiu proteger.
Dou‐vos dois exemplos, entre muitos outros que podia referir.
O Senhor Primeiro‐Ministro prometeu às farmácias, publicamente, repor a margem de
distribuição em vigor em 2005.
O problema é simples de equacionar.
Em 2005, a indústria farmacêutica tinha em Portugal a maior participação no preço dos
medicamentos, enquanto as farmácias tinham a menor participação nesse mesmo preço,
entre todos os países Europeus.
O actual Governo agravou esta situação.
2
Reduziu a margem das farmácias de 20% para 18,25% e aumentou a margem da indústria
farmacêutica de 72% para 75%.
Foi uma transferência directa de rendimento das farmácias para a indústria farmacêutica,
sem qualquer benefício para o Estado e para os doentes.
O Senhor Eng.º José Sócrates prometeu a reparação dessa injustiça.
Essa promessa foi inscrita por três vezes no Orçamento de Estado, em 2007, em 2008 e em
2009, com a concordância de todos os partidos políticos.
Estamos no fim da legislatura e o Governo não cumpriu a promessa de reparar esta injustiça.
Preferiu manter o benefício ilegítimo que concedeu, sabe‐se lá porquê, à indústria
farmacêutica.
Outro exemplo.
O Governo assumiu o Compromisso de instalar farmácias hospitalares, apenas em caso de
necessidade e em regime de concessão às farmácias privadas próximas dos hospitais, por
serem as mais prejudicadas com a sua abertura.
Em vez de respeitar esse Compromisso, o Governo abriu concursos sem critério e, através da
manipulação das suas regras, preferiu confiar as farmácias hospitalares a um grupo
empresarial sem rosto, em prejuízo das farmácias já existentes na zona do hospital.
Não satisfeito com isso, o Governo aprovou ontem mesmo, de surpresa, à pressa, sem
consulta a qualquer parceiro social e às escondidas da opinião pública, uma alteração ao
regime de instalação das farmácias hospitalares, que tem como único objectivo proteger
escandalosamente o referido grupo empresarial.
Por mim, digo BASTA!
Dou hoje por finda a confiança que depositei no Senhor Primeiro‐Ministro.
Para o Senhor Primeiro‐Ministro a assinatura de um Acordo é apenas um foguetório
mediático sem consequências.
O Senhor Primeiro‐Ministro mentiu, voltou a mentir, mentiu repetidamente nas várias
reuniões que mantivemos ao longo dos últimos quatro anos.
Sou um homem de palavra e fui acreditando nos compromissos, nas promessas e, afinal, nas
mentiras do Senhor Primeiro‐Ministro.
Anuncio‐vos que vou preparar dossiês temáticos sobre a política deste Governo na área do
medicamento, que entregarei a todos os partidos políticos.
Denunciarei as negociatas que alguns interesses têm estado a fazer a coberto desta situação.
Os consumidores estão a ser usados como uma cortina de fumo para esconder compadrios e
cumplicidades inconfessáveis.
3
E, nós próprios, suspeitamos que estão em preparação novas medidas legislativas contrárias
ao Acordo que o Senhor Primeiro‐Ministro negociou connosco e em prejuízo dos interesses
dos Portugueses.
Infelizmente, os farmacêuticos não ficaram surpreendidos com a recente sucessão de
denúncias de favorecimento de uns em prejuízo dos interesses nacionais.
Infelizmente, os farmacêuticos não ficaram surpreendidos com a tragédia do Hospital de
Santa Maria, ocorrida apenas 4 meses depois do Senhor Primeiro‐Ministro ter inaugurado,
com pompa e circunstância, a farmácia desse hospital.
Quis o destino que na mesma semana em que seis doentes desse hospital correm o risco de
perder a visão, o Governo tenha tido a desumanidade de aprovar mais um diploma que
apenas serve para favorecer financeiramente o concessionário da farmácia de Santa Maria.
Concluímos que o Governo está mais preocupado com os interesses financeiros dos
concessionários das novas farmácias do Estado do que com a saúde dos doentes nos
hospitais.
O pântano, desta vez, tem maiores dimensões.
O Senhor Primeiro‐Ministro perdeu, definitivamente, o sentido de Estado.
João Cordeiro"
24/07/09
"Em 26 de Maio de 2006, na qualidade de Presidente da ANF, assinei com o Senhor
Primeiro‐Ministro um Acordo sobre a evolução legislativa no sector de farmácias.
O Acordo tinha aspectos desfavoráveis para as farmácias, mas tinha também aspectos
favoráveis.
Foi o Acordo possível naquelas circunstâncias e assinei‐o na convicção de que seria cumprido
pelo Governo.
O Senhor Primeiro‐Ministro, que negociou directamente comigo aquele Acordo, prometeu
que seria integralmente cumprido durante a legislatura.
Acreditei na sua palavra.
Decorridos três anos sobre a assinatura do Acordo tenho de reconhecer que me enganei.
O Primeiro‐Ministro não respeitou a palavra dada, nem o Acordo que negociou com o sector.
Sinto‐me usado e traído na minha boa fé e a isso não estou habituado.
Com a agravante de ter sido traído pelo Primeiro‐Ministro do meu País, sobre matérias
estruturantes, essenciais para o futuro do sector de farmácias.
Em vez de cumprir o Acordo, integralmente e de boa fé, o Governo serviu‐se dele para uma
agressão sistemática ao sector, traduzida na aplicação de todas as medidas desfavoráveis
para as farmácias que ele continha, de forma agressiva, desequilibrada, sem diálogo
connosco, sem ponderação e sem estudos prévios de qualquer natureza.
O Governo, em relação às farmácias, fez ao longo da legislatura uma demonstração gratuita
de poder, sem qualquer benefício para o País.
Os beneficiários foram apenas outros interesses, que o Governo preferiu proteger.
Dou‐vos dois exemplos, entre muitos outros que podia referir.
O Senhor Primeiro‐Ministro prometeu às farmácias, publicamente, repor a margem de
distribuição em vigor em 2005.
O problema é simples de equacionar.
Em 2005, a indústria farmacêutica tinha em Portugal a maior participação no preço dos
medicamentos, enquanto as farmácias tinham a menor participação nesse mesmo preço,
entre todos os países Europeus.
O actual Governo agravou esta situação.
2
Reduziu a margem das farmácias de 20% para 18,25% e aumentou a margem da indústria
farmacêutica de 72% para 75%.
Foi uma transferência directa de rendimento das farmácias para a indústria farmacêutica,
sem qualquer benefício para o Estado e para os doentes.
O Senhor Eng.º José Sócrates prometeu a reparação dessa injustiça.
Essa promessa foi inscrita por três vezes no Orçamento de Estado, em 2007, em 2008 e em
2009, com a concordância de todos os partidos políticos.
Estamos no fim da legislatura e o Governo não cumpriu a promessa de reparar esta injustiça.
Preferiu manter o benefício ilegítimo que concedeu, sabe‐se lá porquê, à indústria
farmacêutica.
Outro exemplo.
O Governo assumiu o Compromisso de instalar farmácias hospitalares, apenas em caso de
necessidade e em regime de concessão às farmácias privadas próximas dos hospitais, por
serem as mais prejudicadas com a sua abertura.
Em vez de respeitar esse Compromisso, o Governo abriu concursos sem critério e, através da
manipulação das suas regras, preferiu confiar as farmácias hospitalares a um grupo
empresarial sem rosto, em prejuízo das farmácias já existentes na zona do hospital.
Não satisfeito com isso, o Governo aprovou ontem mesmo, de surpresa, à pressa, sem
consulta a qualquer parceiro social e às escondidas da opinião pública, uma alteração ao
regime de instalação das farmácias hospitalares, que tem como único objectivo proteger
escandalosamente o referido grupo empresarial.
Por mim, digo BASTA!
Dou hoje por finda a confiança que depositei no Senhor Primeiro‐Ministro.
Para o Senhor Primeiro‐Ministro a assinatura de um Acordo é apenas um foguetório
mediático sem consequências.
O Senhor Primeiro‐Ministro mentiu, voltou a mentir, mentiu repetidamente nas várias
reuniões que mantivemos ao longo dos últimos quatro anos.
Sou um homem de palavra e fui acreditando nos compromissos, nas promessas e, afinal, nas
mentiras do Senhor Primeiro‐Ministro.
Anuncio‐vos que vou preparar dossiês temáticos sobre a política deste Governo na área do
medicamento, que entregarei a todos os partidos políticos.
Denunciarei as negociatas que alguns interesses têm estado a fazer a coberto desta situação.
Os consumidores estão a ser usados como uma cortina de fumo para esconder compadrios e
cumplicidades inconfessáveis.
3
E, nós próprios, suspeitamos que estão em preparação novas medidas legislativas contrárias
ao Acordo que o Senhor Primeiro‐Ministro negociou connosco e em prejuízo dos interesses
dos Portugueses.
Infelizmente, os farmacêuticos não ficaram surpreendidos com a recente sucessão de
denúncias de favorecimento de uns em prejuízo dos interesses nacionais.
Infelizmente, os farmacêuticos não ficaram surpreendidos com a tragédia do Hospital de
Santa Maria, ocorrida apenas 4 meses depois do Senhor Primeiro‐Ministro ter inaugurado,
com pompa e circunstância, a farmácia desse hospital.
Quis o destino que na mesma semana em que seis doentes desse hospital correm o risco de
perder a visão, o Governo tenha tido a desumanidade de aprovar mais um diploma que
apenas serve para favorecer financeiramente o concessionário da farmácia de Santa Maria.
Concluímos que o Governo está mais preocupado com os interesses financeiros dos
concessionários das novas farmácias do Estado do que com a saúde dos doentes nos
hospitais.
O pântano, desta vez, tem maiores dimensões.
O Senhor Primeiro‐Ministro perdeu, definitivamente, o sentido de Estado.
João Cordeiro"
Sexta-feira, Junho 26, 2009
...
Domingo, Junho 07, 2009
Breve dissertação sobre a coisa mais estimulante da vida, o vulgo mestrado.
Há momentos da nossa vida que definem o resto da mesma.
Quando, há uns meses atrás, decidi inscrever-me num mestrado, pensei: isto, meu rico rapaz, é para um dia seres alguém a ganhares muito carcanhol.
Era uma linha de pensamento bem intencionada, é um facto, mas não estava isenta de erros.
Porquê?
Bem, porque eu nunca imaginei que o mestrado me fosse estimular tanto.
É verdade, eu jamais, em toda a minha vidinha me senti tão estimulado como agora.
Agora, quando me começo a sentir um nadinha enfastiado de ver televisão, penso logo: e se agora fosse escrever um capítulo da minha rica tese, hã, e se fosse agorinha mesmo escrevinhar que nem um doido?
E o fastio passa-me logo, na hora, e sinto-me com energia para passar mais um tempinho, vá, mais 5 ou 6 horitas defronte da caixa que mudou o mundo, isto no século passado.
Da mesma maneira, quando passeio com a minha namorada em lojas de roupa feminina e dou por mim a pensar se sentiria o corte no pulso esquerdo com um bisturi, lembro-me de ficar com formigueiro nos pés, isto ao fim de apenas 2 horitas, e murmurar, muitas vezes:
- Luís, Luís, Luís, é verdade que estás perdido no meio da mulherada histérica a atirarem-se umas por cima das outras e a gritar: IIIIIIHHHHHH, Ó PRAQUELE VESTIDO CINTADO, AHHHHHHHHHHHHHHH, E AQUELE CINTO ROSA CHOQUE EM PELE DE VISON, OHHHHHHHHHH E AQUELA BOINA VERDE LINDÉRRIMA?????????
- Mas podias muito bem estar em frente do portátil a fazer gráficos tensão/módulo de deformabilidade, ou mesmo a pesar centenas e centenas de cápsulas e a colocá-las na estufa.
E é nesse preciso instante que eu reparo no quão maravilhosas são todas as lojas de roupa interior feminina, e como até estão mais ou menos bem decoradas. E apetece-me ficar lá dentro até que o gorila do segurança consiga arrastar-me para fora da loja, primeiro, e do centro comercial, depois, só porque, alega o estúpido, a loja e o centro comerial têm que fechar à meia noite.
Assim, tenho que concluir que tirar um mestrado me faz muito, muito bem. Consegue estimular-me a fazer tudo o que antes não despertava o menor interesse em mim.
Aconselho vivamente.
Quando, há uns meses atrás, decidi inscrever-me num mestrado, pensei: isto, meu rico rapaz, é para um dia seres alguém a ganhares muito carcanhol.
Era uma linha de pensamento bem intencionada, é um facto, mas não estava isenta de erros.
Porquê?
Bem, porque eu nunca imaginei que o mestrado me fosse estimular tanto.
É verdade, eu jamais, em toda a minha vidinha me senti tão estimulado como agora.
Agora, quando me começo a sentir um nadinha enfastiado de ver televisão, penso logo: e se agora fosse escrever um capítulo da minha rica tese, hã, e se fosse agorinha mesmo escrevinhar que nem um doido?
E o fastio passa-me logo, na hora, e sinto-me com energia para passar mais um tempinho, vá, mais 5 ou 6 horitas defronte da caixa que mudou o mundo, isto no século passado.
Da mesma maneira, quando passeio com a minha namorada em lojas de roupa feminina e dou por mim a pensar se sentiria o corte no pulso esquerdo com um bisturi, lembro-me de ficar com formigueiro nos pés, isto ao fim de apenas 2 horitas, e murmurar, muitas vezes:
- Luís, Luís, Luís, é verdade que estás perdido no meio da mulherada histérica a atirarem-se umas por cima das outras e a gritar: IIIIIIHHHHHH, Ó PRAQUELE VESTIDO CINTADO, AHHHHHHHHHHHHHHH, E AQUELE CINTO ROSA CHOQUE EM PELE DE VISON, OHHHHHHHHHH E AQUELA BOINA VERDE LINDÉRRIMA?????????
- Mas podias muito bem estar em frente do portátil a fazer gráficos tensão/módulo de deformabilidade, ou mesmo a pesar centenas e centenas de cápsulas e a colocá-las na estufa.
E é nesse preciso instante que eu reparo no quão maravilhosas são todas as lojas de roupa interior feminina, e como até estão mais ou menos bem decoradas. E apetece-me ficar lá dentro até que o gorila do segurança consiga arrastar-me para fora da loja, primeiro, e do centro comercial, depois, só porque, alega o estúpido, a loja e o centro comerial têm que fechar à meia noite.
Assim, tenho que concluir que tirar um mestrado me faz muito, muito bem. Consegue estimular-me a fazer tudo o que antes não despertava o menor interesse em mim.
Aconselho vivamente.
Sábado, Maio 23, 2009
...
Hoje, dia 22 de Maio, estás de PARABÉNS. Um grande abraço, caro amigo Luís.
Domingo, Abril 26, 2009
Breve dissertação sobre mecânicos, aliens, taxistas, e sobre semi-deuses.
Imaginem que estou aqui descansado, em frente ao teclado do meu rico computador.
Estou sossegadito, metido na minha vida, sem querer mal a ninguém.
Nisto, um incauto leitor diz, inadvertidamente: "ah e tal, e o que é que tu achas dos mecânicos?"
Pronto. Eu nem queria dizer nada sobre isso, mas perante esta pergunta macaca, tenho que me pronunciar.
Os mecânicos são todos uns mânfios. Levei lá o meu bólide há 2 meses, quando notei que, quando girava a chave, não pegava.
Estranhei.
Até porque os outros carros continuavam a andar de um lado para o outro, com o motor a roncar, o que excluiu logo a teoria que congeminei instantaneamente do problema do meu bólide se dever a um impulso electromagnético emitido por aliens que quisessem conquistar a Terra e levar a Bárbara Guimarães que tivesse arruinado a bobine de chamada.
Outra hipótese que me ocorreu na altura foi a de que o sôr Martins, da gasolineira, se tivesse esquecido de me ligar a dizer que tinha que lá ir reabastecer. O pacóvio.
Mas também não era isso, o depósito estava quase cheio, vá, meio, ou melhor, entre o meio e o quarto.
Mau... Se não foram os aliens, e se tem gasolina, será que é qualquer coisa do motor, lembro-me de ter pensado.
Insisti. Voltou a não pegar.
Voltei a insistir e ele voltou a não pegar.
Saí e tentei o tradicional pontapé na jante. Nada.
Abri o capôt e tentei o tradicional golpe do fechar estrondosamente o capôt, enquanto dizia uma oua outra asneira. Infrutífero, também.
Vai daí que liguei, mais uma vez, para o reboque.
Mas desta feita levei o carro para outra oficina.
Chego lá com o carro ao início da tarde. Espero uns minutos, e nisto chega um opel calibra com uns tipos distintos no interior.
Eram os espectaculares mecânicos.
Fiquei abismado com a minha pequenez perante seres tão iluminados.
Coloquei os óculos escuros. Resolveu a situação. Era o raça do reflexo do Sol nas chapas do edifício que me aturdia o cérebro e que me levou momentaneamente a pensar que eram semi-deuses.
Os espectaculares mecânicos eram 3. De batinha azul, a fumar um cigarro, olharam de relance para mim. Levitaram até ao interior da oficina.
Entrei e esperei uns minutos enquanto eles tratavam de assuntos urgentes.
Após o café, grunhiram qualquer coisa na minha direcção, ao ponto de eu ficar com a sensação que tinha que me ajoelhar para apanhar do chão aquelas palavras que eles atiraram para mim.
Expliquei o que se passava com o carro e eles, magnânimos, dizem:
- Ah e tal, a Rússia vai converter-se ao cristianismo, tenho a certeza, e pode ser que consigamos arranjar o seu carro, não sei se ainda amanhã.
- Tem a certeza disso da Rússia?
- Tenho. A certezinha absolutinha Urbi et orbi.
- Urbi et orbi? Ena.
- Mas do meu carro, nickles de certezinhas. Certo?
- Ah isso do carro, meu amigo, Ó TÓ, TÓ, Ó TÓ, TÓ, tens que pôr açucar na máquina do café que isto está uma zurrapa. Isso do carro não lhe sei dizer. Pode ser amanhã, pode ser depois, não sei, não sei, é que não sei, não sei se sei se sei se sei. TÓ, Ó TÓ, olhó café TÓÓÓÓ.
- Hmmmm... Ok, então ligue-me quando estiver pronto.
E fui embora.
No dia seguinte. Recebo uma chamada, a meio da tarde.
- Olhe, é o Sôr dono do Opel Corsa?
- Sou.
- Olhe, o meu colega esteve a tarde toda de volta do seu carro e ele tinha um problema aqui no sensor de ponto. Mas tá resolvido. Pode vir buscar o carro Sine qua non.
E lá fui eu.
Nisto passam-se 2 meses.
E nisto volto a dar à chave do meu bólide. E nisto ele volta a não pegar.
E é devido a esta pergunta do incauto leitor que eu vos digo que os mecânicos, tal e qual os taxistas, são uns mânfios.
Estou sossegadito, metido na minha vida, sem querer mal a ninguém.
Nisto, um incauto leitor diz, inadvertidamente: "ah e tal, e o que é que tu achas dos mecânicos?"
Pronto. Eu nem queria dizer nada sobre isso, mas perante esta pergunta macaca, tenho que me pronunciar.
Os mecânicos são todos uns mânfios. Levei lá o meu bólide há 2 meses, quando notei que, quando girava a chave, não pegava.
Estranhei.
Até porque os outros carros continuavam a andar de um lado para o outro, com o motor a roncar, o que excluiu logo a teoria que congeminei instantaneamente do problema do meu bólide se dever a um impulso electromagnético emitido por aliens que quisessem conquistar a Terra e levar a Bárbara Guimarães que tivesse arruinado a bobine de chamada.
Outra hipótese que me ocorreu na altura foi a de que o sôr Martins, da gasolineira, se tivesse esquecido de me ligar a dizer que tinha que lá ir reabastecer. O pacóvio.
Mas também não era isso, o depósito estava quase cheio, vá, meio, ou melhor, entre o meio e o quarto.
Mau... Se não foram os aliens, e se tem gasolina, será que é qualquer coisa do motor, lembro-me de ter pensado.
Insisti. Voltou a não pegar.
Voltei a insistir e ele voltou a não pegar.
Saí e tentei o tradicional pontapé na jante. Nada.
Abri o capôt e tentei o tradicional golpe do fechar estrondosamente o capôt, enquanto dizia uma oua outra asneira. Infrutífero, também.
Vai daí que liguei, mais uma vez, para o reboque.
Mas desta feita levei o carro para outra oficina.
Chego lá com o carro ao início da tarde. Espero uns minutos, e nisto chega um opel calibra com uns tipos distintos no interior.
Eram os espectaculares mecânicos.
Fiquei abismado com a minha pequenez perante seres tão iluminados.
Coloquei os óculos escuros. Resolveu a situação. Era o raça do reflexo do Sol nas chapas do edifício que me aturdia o cérebro e que me levou momentaneamente a pensar que eram semi-deuses.
Os espectaculares mecânicos eram 3. De batinha azul, a fumar um cigarro, olharam de relance para mim. Levitaram até ao interior da oficina.
Entrei e esperei uns minutos enquanto eles tratavam de assuntos urgentes.
Após o café, grunhiram qualquer coisa na minha direcção, ao ponto de eu ficar com a sensação que tinha que me ajoelhar para apanhar do chão aquelas palavras que eles atiraram para mim.
Expliquei o que se passava com o carro e eles, magnânimos, dizem:
- Ah e tal, a Rússia vai converter-se ao cristianismo, tenho a certeza, e pode ser que consigamos arranjar o seu carro, não sei se ainda amanhã.
- Tem a certeza disso da Rússia?
- Tenho. A certezinha absolutinha Urbi et orbi.
- Urbi et orbi? Ena.
- Mas do meu carro, nickles de certezinhas. Certo?
- Ah isso do carro, meu amigo, Ó TÓ, TÓ, Ó TÓ, TÓ, tens que pôr açucar na máquina do café que isto está uma zurrapa. Isso do carro não lhe sei dizer. Pode ser amanhã, pode ser depois, não sei, não sei, é que não sei, não sei se sei se sei se sei. TÓ, Ó TÓ, olhó café TÓÓÓÓ.
- Hmmmm... Ok, então ligue-me quando estiver pronto.
E fui embora.
No dia seguinte. Recebo uma chamada, a meio da tarde.
- Olhe, é o Sôr dono do Opel Corsa?
- Sou.
- Olhe, o meu colega esteve a tarde toda de volta do seu carro e ele tinha um problema aqui no sensor de ponto. Mas tá resolvido. Pode vir buscar o carro Sine qua non.
E lá fui eu.
Nisto passam-se 2 meses.
E nisto volto a dar à chave do meu bólide. E nisto ele volta a não pegar.
E é devido a esta pergunta do incauto leitor que eu vos digo que os mecânicos, tal e qual os taxistas, são uns mânfios.


